domingo, 16 de dezembro de 2012

Apresentando: Elizabeth Bennet



 
 
Ela vive do outro lado do oceano, mas já ganhou a minha admiração. Mesmo morando na Inglaterra e convivendo com uma cultura diferente da minha, ela também não se conformou em apenas seguir os costumes. Resolveu viver de acordo com o que acreditava e, assim, foi mais feliz. Sabe de quem eu estou falando? Da Elizabeth Bennet, minha mais nova amiga Lizzy.
Essa inglesa de Hertfordshire não aceitou a premissa de que para viver bem a mulher precisava arrumar um marido rico. Ela não estava preparada para abrir mão de sua liberdade (de pensar e agir) e entrar em um relacionamento sem amor. Muito menos queria acreditar que o papel feminino na sociedade era apenas esse.
Lizzy recusou dois casamentos, levando sua mãe ao desespero. O primeiro, por ser com o primo a quem não queria se unir. O segundo, por estar extremamente magoada com aquele que viria a ser seu amor. Darcy parecia acreditar que, por ser um homem de posição, conquistaria Elizabeth facilmente. No entanto, foi ele que precisou mudar para agradá-la. Os papéis se inverteram? Sim! Minha amiga conseguiu mostrar um pouco da força feminina!
Sua inteligência, independência, crítica à sociedade e vontade de ultrapassar os limites impostos fazem de Lizzy um grande exemplo para todas nós. Por tanto lutar, ela acabou conseguindo viver em “pé de igualdade” com seu amado e fazer com que sua vida seguisse os rumos que ela desejava.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Grifando em 'Senhora'



Olá, pessoal! :)
O que vocês acham de conhecer o livro através de alguns trechos?
Foi para isso que criei essa coluna! Toda semana vou postar um trecho da obra!
Vamos ao de hoje, então?

"Convencida de que todos os seus inúmeros apaixonados, sem exceção de um, a pretendiam unicamente pela riqueza, Aurélia reagia contra essa afronta, aplicando a esses indivíduos o mesmo estalão.
Assim costumava ela indicar o merecimento relativo de cada um dos pretendentes, dando-lhes certo valor monetário. Em linguagem financeira, Aurélia contava os seus adoradores pelo preço que razoavelmente poderiam obter no mercado matrimonial."
Grande beijo!

Senhora na TV: Essas Mulheres



Senhora, ao longo dos anos, serviu de inspiração para algumas obras cinematográficas e novelas. Fiéis ao enredo ou livremente inspiradas, o que é certo é que essas adaptações são de grande utilidade para entender melhor o livro de José Alencar ou até mesmo para despertar o interesse sobre ele.
 
 
Em 2005, a Rede Record produziu e exibiu uma novela que se baseava em três obras de José de Alencar: Diva, Lucíola e Senhora. Passando-se na mesma época dos originais, Essas Mulheres, ambientada no Rio de Janeiro, tem como protagonistas Mila, Lúcia e Aurélia, amigas que frequentam a mesma aula de música e francês.
Abaixo estão as fotos dos atores que interpretaram algumas personagens de Senhora:
 

Aurélia (Christine Fernandes) e Seixas (Gabriel Braga Nunes)
 
Adelaide (Adriana Garambone)
 

Lemos (Paulo Gorgulho)
 
 
No entanto, existem alguns aspectos distintos em uma obra e outra. Diferentemente do livro, na novela Aurélia e Seixas se conhecem em um baile de máscaras. Além disso, a Adelaide da trama televisiva convive intimamente com Aurélia, utilizando qualquer oportunidade para humilhá-la, transformando-se, assim, na grande vilã. Já D. Firmina, dama de companhia da protagonista de Senhora, vira cafetina e cúmplice de Lemos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Apresentando: Laura Assunção

 
 


Você já deve ter ouvido falar sobre ela. Principalmente depois que os boatos sobre a separação começaram a se espalhar por aí. Aliás, acho de péssimo gosto fazer um estardalhaço com uma coisa tão séria. Há algum tempo atrás, eu mesma quase me divorciei do Fernando e isso só coube a nós dois.
 
Não haveria melhor forma de iniciar essa coluna do que apresentando essa minha conterrânea. A Laura é, com toda a certeza, uma mulher à frente do seu tempo. Não só em seus pensamentos, como também em suas ações.
Primeiramente, porque ela sempre fez questão se ser protagonista da própria história! Nunca esperou ser sustentada por um marido e sempre fez questão de se preparar profissionalmente. Estudou, se formou e hoje trabalha como professora. Ou melhor, trabalhava... Infelizmente, o preconceito contra a mulher separada também custa o emprego de muitas delas.
A Laura também rejeita muitos preconceitos e convenções. Não aceitou ser expulsa da Igreja por ser uma mulher divorciada. Foi passar o dia na praia quando esse costume era abominado pela sociedade. E se recusa a compactuar com qualquer tipo de discriminação, baseada na condição social ou racial da pessoa.
Essa sua luta por liberdade fica bastante explícita no seu figurino. É diferente. Simplesmente chama a atenção. É prática e “estilosa”. Mas não se destaca mais que suas ideias, as responsáveis pelo seu diferencial.
Laura, portanto, serve de inspiração para todas as mulheres. Que não esperam acontecer, mas correm atrás dos seus direitos. Que utilizam o seu trabalho para estimular as mudanças. E que, principalmente, não ficam apenas no discurso feminista, mas que a todo dia dão um passo para a conquista da liberdade e da igualdade.

Um simples olá...


Olá, pessoal!
 
Sejam todos bem vindos ao "Ser senhora de si", blog dedicado à obra Senhora, de José de Alencar, e à igualdade de gênero.
 
Esse espaço surgiu a partir de um projeto de Língua Portuguesa da escola que estudo, no qual a professora solicitou a análise de obras literárias que tematizassem a questão do feminino e do masculino. Após a apresentação do trabalho, meu grupo e eu escolhemos como culminância a criação desse blog e de algumas páginas do Facebook.
 
Para tornar o blog mais dinâmico, criei uma conta para a Aurélia Camargo e usarei as duas para postar aqui! Para mais informações sobre a organização do "Ser senhora de si" acesse o Sobre o blog.
 
Muito obrigada pela visita e acompanhem as postagens! Espero que gostem...
 
Para encerrar, deixo um trecho da obra estudada, para servir de inspiração:
 
 
- Não lhe assustam meus caprichos e eletricidades?
- Se eu os adoro! respondeu Seixas.
- Não lhe parece difícil fazer a felicidade de um coração desabusado como este meu, e tão afligido pela dúvida?
- Tenho fé no meu amor; com ele vencerei o impossível.

 
 
 
Grande beijo!