Você já deve ter ouvido falar sobre ela. Principalmente depois que os boatos sobre a separação começaram a se espalhar por aí. Aliás, acho de péssimo gosto fazer um estardalhaço com uma coisa tão séria. Há algum tempo atrás, eu mesma quase me divorciei do Fernando e isso só coube a nós dois.
Não haveria melhor forma de iniciar essa coluna do que apresentando essa minha conterrânea. A Laura é, com toda a certeza, uma mulher à frente do seu tempo. Não só em seus pensamentos, como também em suas ações.
Primeiramente, porque ela sempre fez questão se ser protagonista da própria história! Nunca esperou ser sustentada por um marido e sempre fez questão de se preparar profissionalmente. Estudou, se formou e hoje trabalha como professora. Ou melhor, trabalhava... Infelizmente, o preconceito contra a mulher separada também custa o emprego de muitas delas.
A Laura também rejeita muitos preconceitos e convenções. Não aceitou ser expulsa da Igreja por ser uma mulher divorciada. Foi passar o dia na praia quando esse costume era abominado pela sociedade. E se recusa a compactuar com qualquer tipo de discriminação, baseada na condição social ou racial da pessoa.
Essa sua luta por liberdade fica bastante explícita no seu figurino. É diferente. Simplesmente chama a atenção. É prática e “estilosa”. Mas não se destaca mais que suas ideias, as responsáveis pelo seu diferencial.
Laura, portanto, serve de inspiração para todas as mulheres. Que não esperam acontecer, mas correm atrás dos seus direitos. Que utilizam o seu trabalho para estimular as mudanças. E que, principalmente, não ficam apenas no discurso feminista, mas que a todo dia dão um passo para a conquista da liberdade e da igualdade.

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